A Lenda de Ho-oh

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Ibuky em Dom 29 Jan - 22:31

Pessoas, mil perdões por estar postando tão vagarosamente a fic, mesmo! =/ O começo do ano foi bem atropelado pra mim: Fui pra BH fazer vestibular, acabei ficando mais tempo que o previsto, voltei, fiquei nervosa e com raiva de tudo pela ansiedade (XD), mas o resultado finalmente saiu, e eu passei! *-* Agora estou correndo loucamente atrás de moradia e milhares de outras cosias. Juro que o motivo do atraso foi nobre '

Obrigada Igor, Aerial e Mr. Evil pelos elogios! E a todos que estão acompanhando a fic quando eu resolvo portar XD
@Aerial - está perdoado, a culpa disso é minha ><' Vou tentar ser mais rápida agora XD
@Mr. Evil - vai estar perdoado também se ler XD -q

Sem mais blá blá blá, aí está a continuação! Boa leitura!


Capítulo 6 – E que toquem os sinos!

- Morty, foi um empate...
- ... – líder continuava mudo, apenas recolheu seu Gengar e foi para fora do ginásio.

Eusine sabia muito bem para onde Morty estava indo, mas resolveu não segui-lo desta vez. Decidiu fazer outra coisa.

--

A garota estava retirando todas as suas coisas da torre, apenas colocou a estátua atrás de algumas madeiras para não ser roubada. Ao pegar a mochila, Zíper colocou a cabeça para fora e exclamou um ‘Bahh!’ questionando.

- Estamos indo embora, Zíper. Prometi uma coisa, e terei de cumpri-la, mesmo que rasgue meu coração.

Com isso, o pokémon colocou novamente a cabeça dentro da mala, deixando-a aberta para a dona guardar seus pertences. Já com tudo pronto, ela se dirigiu para a rota 37, e para ajudá-la: estava chovendo... Quando ia cruzar a divisa da rota com a cidade, um guarda-chuva parou sobre sua cabeça.

- Ibuky, não pode ir embora. – Era Eusine.
- Posso sim. Perdi a batalha e o direito de permanecer aqui.
- Não perdeu não, eu fui precipitado... O Gengar de Morty tombou assim que você cruzou a porta do ginásio.
- ... Fala sério?
- Seríssimo, minha amiga, pode ficar aqui.
- E o Morty?
- Saiu do ginásio mudo como entrou... Se quiser encontrá-lo, vá até o terreno que fica atrás da nova Torre.
- Ok, obrigada, Eusine. – a garota fez uma breve reverência e foi correndo para a torre nova, mesmo sob a chuva.

Ela cruzou novamente os corredores de carvalho, entrou no pequeno templo que dava para a Torre Nova e cumprimentou o monge, que acabou lhe informando onde deveria virar para chegar ao tal terreno. Após tropeçar muitas vezes e se desesperar com pokémon insetos, finalmente achou o terreno: Era uma espécie de campo aberto, onde a grama havia crescido mais do que deveria; também haviam pilastras de concreto espalhadas, como se fosse um templo em ruínas, tomado pelo tempo. Em baixo do telhadinho de um velho poço, estava sentado Morty, de cabeça baixa. Ela se aproximou como pôde... Até que começou a ouvir uma melodia doce, porém bastante baixa... E quanto mais próxima de Morty ela ficava, mais alta a melodia era ouvida.

- ... Morty?

O rapaz virou e, como se não acreditasse que ela estava ali, ficou a fitando. Até que, tomado por um impulso, levantou-se e a abraçou fortemente, deixando a cabeça pender no ombro da garota. Chegou a ser engraçado, já que ela era bem menor que ele.

- Me desculpe... Por favor, me perdoe. Eu não sei o que deu em mim, como não sei o que me fez abraçar você assim... Por favor. – O rapaz balbuciava, próximo à orelha de Ibuky.
- Calma... Está perdoado, sei que fez aquilo por que estava nervoso e frustrado. Eu também ficaria assim se achasse alguém que tem uma caneta nanquim e nunca desenhou...

Morty não entendeu bem a metáfora da caneta, mas afrouxou o abraço e fitou, sorrindo serenamente, a garota encharcada. Ibuky também sorriu, e lembrou de relance:

- Morty, você chegou a ouvir uma melodia por aqui?
- Você diz esta?

O rapaz se sentou novamente e levou à boca um instrumento talhado em madeira, com o qual refez a melodia.

- Ah, então era você...
- Sim... Tenho essa flauta desde pequeno – ele mostrou o instrumento talhado toscamente em madeira -, sempre que chove eu venho para cá... Gosto do cheiro da água da chuva sobre a grama alta.
- Você é bem detalhista... – riu Ibuky, ao sentar-se ao lado do rapaz.
- E você está bem molhada. – retrucou Morty, pegando o chapéu da garota e o torcendo, fazendo gotas grandes e grossas escorrerem pelas mãos.
- Ah, roupa pode secar... – a garota levantou os pés e começou a balança-los no ar... Ao longe dali, houve o ruído de um trovão.

O rapaz deu uma risada abafada e continuou olhando as gotas caírem sobre a grama e a terra (que respingava e sujava o seu tênis). Desamassou o chapéu da garota e recolocou na cabeça da mesma. Mas a paz dos dois foi perturbada pela coisa mais improvável: os sinos de Ho-oh, que só tocavam na presença de criaturas lendária, começaram a badalar com toda a força.

- Mas, o que...!? – o rapaz levantou num pulo, olhando pasmo para a torre - Venha, Ibuky, vamos até lá verificar. – Morty estendeu a mão com a palma virada para cima.

A garota concordou prontamente com a cabeça e, colocando envergonhada a mão sobre a de Morty, foram ambos na direção da Torre Nova. Ao chegarem lá, confirmaram: eram mesmo os sinos tocando, e eles não eram os únicos lá: Eusine deu as caras assim que ambos entraram.

- Ah, desculpe, eu não queria atrapalhar vocês, já estou ind—
- Eusine, pare de gracinha. Você chegou agora aqui?
- Sim, no mesmo momento que vocês. E não havia nada de estranho no caminho...
- Isso não é normal...
- Espera! – Ibuky interrompeu – Morty, você pode ver as coisas que te pedem, não é mesmo?
- Sim, eu posso...

A garota se abaixou e pegou a mala.

- Zíper, o estojo!
- Banette! – a bolsa cuspiu o estojo, que foi aberto as pressas por Ibuky
- Se eu te pedir para ver qualquer coisa relacionada a esta pena, você consegue? – ela levantou a pena na frente de Morty
- ... Vou tentar, mas vamos ao último andar.

Todos subiram correndo as escadas. Ao chegarem lá em cima, Morty se empoleirou no beiral, olhou para a pena e passou levemente os dedos indicador e médio da mão esquerda entre as cerdas, macias como ceda, e os levou à testa. Passaram-se alguns minutos, e o rapaz, após se desequilibra depois de um pequeno pulo automático, desceu afobado do beiral.

- Eusine, Ibuky...!
- O que você viu? – os dois perguntaram igualmente enérgicos.
- Eu vi... a fera do trovão...

Antes que qualquer um perguntasse o paradeiro da fera, houve um estrondo de um trovão no terreno em que Ibuky e Morty estiveram anteriormente. Os três se voltaram para o beiral e lá estava ele, sobre a grama, emitindo leves choque em contato com a chuva: Raikou. O chão os encarou, abriu a boca novamente e, no lugar de um ladro, saiu o som de um trovão se chocando com a terra. E o pokémon desatou a correr.

- Eu vou atrás dele!
- Como? – Morty olhou assustado para Ibuky.
- Eu tenho um amigo que pode me ajudar – disse ela ao sacar uma pokébola.
- Ok, mas tome cuidado. Ele pode correr, mas não vai poder mais se esconder, está sob meu olhar.
- Ok, Morty, volto logo.

A garota jogou a pokébola pelo beiral e logo depois pulou o mesmo, caindo em queda livre. Cerca de dois segundos depois, estava voando em alta velocidade na direção de Raikou, montada sobre algo grande, verde e de asas.

- Gengar! – a voz de Morty irrompeu na chuva, e o pokémon transpassou o chão.
- Gengar~
- Siga a Ibuky e dê uma mão a ela se precisar!

O pokémon simplesmente foi flutuando na direção que Ibuky pulara.

- Morty, espere aqui. Vou dar uma checada sob a cidade, caso Ibuky o perca, ok? – Eusine falou, já indo na direção das escadas.
- Certo, aqui é o ponto de encontro.
- certo – disse o viajante, já com uma pokébola na mão – Vá, Jumpluff!

O pokémon saiu da pokébola e já flutuou no forte vento que havia na torre, e foi na direção da cidade com Eusine pendurado nele.

Comentem! =3

Ibuky



Mensagens: 94
Data de inscrição: 08/08/2009
Idade: 19
Localização: Enju Machi

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Aerial em Seg 30 Jan - 9:56

Eu ja lí, mais não deixo de comentar. Esse de fato ficou um dos melhores caps na fic, só perde para o penúltimo ! hohoh' Continue, Ibuky. Seu texto me agrada aos olhos, devia ser escritora. *-*

Aerial



Mensagens: 988
Data de inscrição: 16/06/2009
Idade: 20
Localização: Curitiba - PR

http://www.pokemonlight.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Rafael Arceus em Seg 30 Jan - 10:39

Comecei a ler a fic hoje e já posso dizer que estou adorando *---------*
Vou começar a acompanhar a história (:
Parabéns Ibuky, você realmente escreve muito bem!
Até mais õ/

Rafael Arceus



Mensagens: 1389
Data de inscrição: 28/10/2009
Idade: 13
Localização: Ouro Fino - MG

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Mr. Evil em Ter 31 Jan - 1:38

Eu vou me controlar aqui, adoro acompanhar fics, livros, sagas, séries e bah kkk
Putz putz putz putz
gostei
Realmente gosto da temática de Johto, dos cães e aves lendarias, além do celebi claro kk.
Curioso com o pokemon verde, grande e com asas haha. Pensei que era um Xatu, mas contra o raikou seria desvantagem, sl, então não é,
tinha pensado no flygon, depois descartado a ideia por não saber a idade da fic, sl (sou pessimo com cronologia) e agora to acreditando again pois tudo se encaixa e bah kkk
(dica do arceus diga-se passagem usahaushas)

Gosto bastante do ritmo dessa fic, o romance não exagerado, algumas lutas, a tematica de mistério, o toque de humor kkk

Adorei ~a~ Zipper kkk e o panetone tb kkk

Ah e parabéns pelo vestibular, desejo que você consiga organizar tudo ae, moradia, alimentação, transporte e talz.

Ah, e continua a fic aqui msm kkk, pelo visto foi e ainda é uma fic de bastande sucesso, congratz õ/


Mr. Evil



Mensagens: 1017
Data de inscrição: 04/08/2010
Idade: 17
Localização: Grajaú, Rio de Janeiro, RJ

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Ibuky em Ter 31 Jan - 16:33

Obrigada a todos que estão acompanhando a fic! Mesmo em silêncio ^ ^

@ Aerial - Obrigada mesmo por continuar comentando! Mesmo com ela pronta é sempre bom receber novas críticas. Escritora acho difícil, mas o roteiro de algum HQ/jogo/animação ainda pretendo fazer! XD
@ Rafael Arceus - Obrigada, e fico feliz que esteja gostando da história, muito mesmo!
@ Mr. Evil - Continuarei sim, pode deixar =P Acho a "cultura de johto" (se é que da pra chamar assim) bem forte também, foi um dos motivos por eu ter escolhido o continente Espero que não se decepcione com o pokémon verde, e muito obrigada pelos elogios sobre a fic e o vestibular! =D

Enfim, segue o capítulo, Boa Leitura!


Capítulo 7 – A Reunião

O rapaz ficou na torre, olhando para o horizonte, esperanto o retorno de algum de seus amigos. A chuva agora estava mais fina e o sol retornara, formando um longo arco-íris no céu.

----

Ibuky ainda voava a toda velocidade, seguindo os rastros elétricos pela mata lá do alto, pois quando tentava se aproximar, fortes raios eram lançados por Raikou em sua direção.

- Ryuko, tente descer na diagonal, acho que vai ser mais difícil ele nos acertar!

O pokémon deu um rugido e obedeceu às ordens, mas não foi feliz. Ryuko estava totalmente molhada, e isso atraiu um choque particularmente forte para a pequena libélula-dragão, que grunhiu e foi perdendo altitude, tonta.

- Ryuko, calma! Tente pousar em uma árvore!

O pokémon reuniu o que lhe restava de visão e foi na direção de um carvalho alto, no qual pousou e foi escorregando até o chão. Quando já estavam as duas ‘a salvo’ no chão, Ryuko balançou a cabeça velozmente, tentando recuperar a lucidez.

- A água da chuva fez do raio um golpe efetivo... Me desculpe, eu não havia pensado nisso.

A dragão balançou as asas fortemente, mostrando que estava tudo bem. Ibuky a recolheu na pokébola e seguiu o caminho a pé, seria muita sorte se Raikou ainda estivesse ali, mas decidiu arriscar.

----

Eusine continuou a vasculhar sobre a cidade e, sem constatar sinais estranhos, foi na direção da Torre queimada.

- Jumpluff, fez um ótimo trabalho, pode retornar agora, obrigado. – disse o rapaz ao pokémon, após ter pousado no teto da torre queimada.
- Pluuuff! – o pokémon soltou alguns esporos de algodão antes de entrar na pokébola.

Eusine desceu até o térreo e foi na direção da porção leste do Bosque de Carvalhos da cidade. Mandou seu Alakazam vasculhar toda a área de forma sublime, mas não apareceu nada, simplesmente nada.

- Isso é estranho... Os sinos ainda estão tocando, será que Ibuky ainda está na cola de Raikou?

Em quanto Eusine divagava, sentiu um forte vendo bater em suas costas. Apesar de ser bastante forte, era ao mesmo tempo refrescante...

- Ah, esse vento chato... Não, espera... Não é possível... – o rapaz começou a revirar febrilmente a sua mochila atrás de seu Anemoscópio.

---

Morty ainda aguardava sobre a torre, e já começava a se preocupar com o bem estar de seus amigos... Eles deveriam estar ali já, a não ser que... A fera os tivesse atacado?! Não, o Cão estava aqui para vigiar os humanos, não os atacaria... Ou atacaria?

- O Gengar não voltou pra fazer nenhuma palhaçada ou tentar me derrubar da torre, talvez estejam enrascados, mas, como saber?!... Ah! – ele bateu com a mão na testa - Como não pensei nisso antes!

Ele se empoleirou novamente sobre o beiral da torre e colocou os dedos na testa... Passaram-se cerca de 10 minutos, e nada... Até que ele se lembrou da pena: Ibuky havia deixado ela ali ao sair às pressas. Ele a pegou e voltou à posição de meditação.

- Por favor, me mostre o paradeiro dela e dele... Por favor – balbuciava, apertando a pena na mão direita.

Mas não foram os seus companheiros que a pena lhe mostrou. O rapaz desceu o beiral aos tropeços e olhou para o Oeste, com os olhos arregalados e suando frio.

- Não é possível... – ele fitou a pena, ainda aterrado.

---

Ibuky ainda caminhava por entre os carvalhos, achando que já estava perdida. Mas, ao afastar alguns galhos, viu-se em uma pequena clareira, que dava para um paredão de pedra incrivelmente reto.

- Um paredão... Então Raikou ainda pode estar aqui! – concluiu a garota, alegremente, pegando sua bússola – Para onde está o norte... Achei! Então devo ir pela esquerda!

Mas, antes de sequer guardar a bússola, ela ouviu um estampido elétrico ao seu lado, não deu outra, ao se virar, encarou a fera, ainda soltando fagulhas elétricas.

- Meu... Deus... – balbuciou ela, tentando pegar a pokébola de sua Flygon.

Raikou a encarou por mais um tempo até que, como se a chamasse para segui-lo, andou tranqüilamente para o meio dos carvalhos e parou, olhando para trás, a esperando. Ibuky entendeu o recado, apesar de não ver sentido no que a fera queria; e assim libertou Ryuko, voltando a perseguir o Cão elétrico.

---

- O vento está vindo do Norte... – falou Eusine para si mesmo, não acreditando.

Mas o que realmente o deixou mudo temporariamente foi um ladro extremamente grave, que veio de trás dos carvalhos emaranhados. O rapaz desatou a passar pelos galhos, se arranhando um pouco, até que finalmente teve a visão pela qual lutou por mais de 10 anos: Em cima de uma pedra majestosa, estava o senhor do Vento e da Água, e o encarava diretamente, com a cabeça meio baixa, em uma mescla de desafio e ataque silencioso.

- Suicune, finalmente você se revelou para mim! – berrou o rapaz, a plenos pulmões, fazendo ecoar pelas árvores – VÁ, ALAKAZAM!

Alakazam saiu da pokébola e encarou Suicune, que não pareceu nem ter notado a movimentação de tão concentrado que estava em Eusine.

- Alakazam, use o Psychic!
- Zam!

O pokémon cruzou as colheres e fitou Suicune nos olhos, mas mal teve tempo de iniciar o golpe e o cão soltou um ladro retumbante, que reverberou por todas as árvores. Alakazam foi tão perturbadoramente afetado que voltou para a pokébola sem as ordens de seu treinador.

- Mas o que?!

Eusine olhou da pokébola para Suicune, que estava visivelmente irritado. O cão o fitou pela última vez, ainda abaixado, em posição de ataque, e saiu correndo na direção nordeste da cidade.

- Suicune! Argh! – Eusine, obstinado como é, lançou uma pokébola e voltou a gritar – Jumpluff, leve-me até a fera azul!
- Juuump! – o pokémon flutuou pelo forte vento, levantou Eusine.

----

Morty andava de um lado para o outro, febril, na torre. Finalmente avistou Ibuky chegando, até que finalmente pulou no andar que o rapaz estava, recolhendo sua Flygon à pokébola.

- Ibuky, você está bem?
- Eu estou, mas Raikou agiu de forma estranha...
- Como assim?
- Ele se mostrou para mim e me fez segui-lho até aqui depois que o perdi da primeira vez... Só que quando estava a uns 100 metros da torre, ele desapareceu novamente.
- Isso é muito estranho, mas eu também tenho algo para contra...
- MORTY, IBUKY! – Eusine saltou para dentro da torre ofegante e com as pupilas contraídas.
- O que houve?!
- Ele está aqui... SUICUNE!...
- O que?!

A garota estava tentando entender a situação, mas não teve tempo para isso. Os três sentiram estampidos fortes no chão da torre: Raikou e Suicune haviam saltado para dentro da mesma, se posicionando à direita e esquerda do grupo, respectivamente.

- O que esses dois querem?
- Três. – falou Morty, calmamente.
- Três? – Eusine estava tentando manter acalma, sem sucesso.
- Temos mais um convidado. – Morty deu um pequeno sorriso – Que acabou de chegar.

Ao final da frase do rapaz, a fera do fogo, Entei, pulou dentro da torre também, ficando na frente dos três.

- Enquanto estavam fora, eu tive uma pequena visão de Entei... Agora estão todos aqui, acho que nunca presenciei algo tão magnífico e assustador na minha vida – balbuciava o rapaz.

O grupo agora estava cercado por feras lendárias, que os encaravam firmemente. E os sinos tocavam mais fortes do que nunca.

Comentem! =3

Ibuky



Mensagens: 94
Data de inscrição: 08/08/2009
Idade: 19
Localização: Enju Machi

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Rafael Arceus em Ter 31 Jan - 17:26

Omg, as três feras lendárias de uma vez só *-----------*
Curti o cap, eu tinha minhas suspeitas de que o poké verde da Ibuky era um Flygon, até falei pro Mr. Evil (:
Esperarei ansiosamente o próximo capítulo

Rafael Arceus



Mensagens: 1389
Data de inscrição: 28/10/2009
Idade: 13
Localização: Ouro Fino - MG

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Ibuky em Qui 2 Fev - 19:54

@Rafael Arceus - Opa, bom saber que a Flygon não decepcionou! =D E vai ter mais Trio Lendário, pra sua alegria =P

Boa Leitura! ;3

Capítulo 8 – O Dia e a Noite

Os 3 cães estavam se aproximando cada vez mais do grupo, que a esta altura já estava todo amontoado em um canto da torre.

- Eusine, tem idéia do que podemos fazer? – Morty falava no tom mais calmo que podia.
- Desculpe, Morty, mas dessa vez realmente não sei o que fazer.

Quando tudo estava contra o trio, inclusive o olhar furioso dos cães, o Gengar de Morty retorna e se põe a frente dos 3 lendários e, ao ver isso, Suicune olha para Eusine e salta pelo beiral da torre, com o viajante já na sua cola. Morty aproveitou a deixa do amigo para atacar.

- Gengar, use Shadow Ball no Entei!

O pokémon obedeceu na mesma hora, fazendo a fera do fogo recuar um número considerável de passos e soltar um rugido ensurdecedor. Raikou encarou uma Ibuky desprevenida e correu na direção dela, derrubando-a pelo beiral da torre.

- Ibuky! – Morty tentou correr na direção do beiral, mas foi impedido por brasas ardentes que Entei soltara.

O líder de ginásio olhou a fera com o mesmo olhar fulminante, e ordenou Gengar.

- Gengar, não poupe esforços, lance o melhor Curse que você tiver! – e o fantasma o fez.

------

Eusine já encarava Suicune e estava com seu Alakazam preparado para batalhar.

- Alakazam, lance um bom Future Sight! Quando ele der o primeiro passo, Disable!
- Alaka!

O pokémon obedeceu, porém, o Disable não teve efeito nenhum sobre Suicune, o que obrigou Eusine a utilizar Psychic, que não eram grande coisa para o cão.

- Alakazam, fique firme, amigo!
- Alakk... – o pokémon falava em tom baixo, tentando suportar as investidas de Suicune.

--------

Ibuky podia ser lerda, mas boba não. Mesmo em queda livre, alcançou a pokébola de sua Flygon e conseguiu liberta-la a tempo de se segurar em suas asas e não cair diretamente no chão.

- Raikou, que coisa mais feia, atacando os outros pelas costas... Vá, Ryuko, me ajude com esse rapaz aqui!

Raikou soltou uma descarga elétrica na Flygon, que não sentiu absolutamente nada, afinal, era em parte um pokémon terrestre.

- Ryuko, use Sandstorm!

Uma enorme nuvem de areia cercou os três. Raikou foi quem mais sofreu, pois a areia o feria a cada movimento brusco e seus ataques elétricos não causavam efeito nenhum no dragão-libélula, obrigando-o a usar golpes diretos e se ferir ainda mais com a areia.

------

Morty e Gengar também estavam tirando grande vantagem sobre Entei, apesar de Gengar estar com a energia bastante baixa, Entei estava amaldiçoado e sentia os efeitos cada vez mais, rodada após rodada.

- Muito bem, Gengar! Continue desviando das labaredas dele, se não conseguir, coloque-o para dormir!

O Pokémon Vulcão já estava bastante esgotado. Recuou alguns passos e soltou um rugido extremamente alto, obrigando Morty e Gengar a taparem os ouvidos. Quando recobraram a concentração, Entei havia fugido.

----

Eusine tentava cansar o máximo possível Suicune até que o Future Sight tivesse efeito sobre o cão, mas em vão. Alakazam já estava bastante cansado de tanto desviar e, mesmo com Recover, já mostrava que não iriam muito longe naquela batalha.

- Alakazam, só mais um pou— Ahá, finalmente!

Uma luz arroxeada envolveu Suicune, que começou a grunhir e a se bater nela, sentido os efeitos psicológicos do ataque. Quando a nuvem roxa se desfez, o pokémon estava desnorteado o suficiente para ficar de cabeça baixa e imóvel, paralisado.

- Finalmente, Suicune... – Eusine mal havia pegado uma Ultraball e um rugido ensurdecedor irrompeu pela floresta. Suicune prontamente ergueu a cabeça, como se saísse do transe, fitou Eusine pela última vez, e desaparecer surpreendentemente rápido por entre os carvalhos.

------

Ibuky e Flygon ainda estavam, juntamente a Raikou, dentro da nuvem de areia em movimento.

- Ryuko, vamos terminar logo com isso! Use Earthquake!

A garota subiu rapidamente no dorso da dragona que levantou vôo. A terra começou a tremer e agonizar Raikou, mas o golpe foi interrompido por um rugido retumbante, fazendo Ryuko se desconcertar. Raikou aproveitou essa deixa e sumiu por entre os carvalhos.

- Raikou, droga!... Esse rugido veio da... Ah, meu deus, Morty! – a garota olhou para cima e quando ia ordenar que Ryuko voasse pra o alto da torre, ouviu algo que a fez ficar mais desconcertada ainda: uma voz conhecida.
- Gostei de ver... Parece que aprendeu a utilizar melhor seus recursos, amiga.

------

Eusine já retornara para a torre, e encontrou um Morty desesperado olhando pelo beiral da torre.

- Morty, onde está Entei?
- Eu não sei – respondeu o rapaz, sem olhar para Eusine.
- Ele fugiu também?
- Acho que sim.
- Quer olhar pra mim enquanto falo com você, por favor?
- Não dá, a Ibuky está lá em baixo, e eu preciso achar ela.
- Então vamos descer e procurar! Simples.
- Não, Raikou pode atacar ela e terminar o serviço que começou aqui em cima...
- Não seja besta, Morty, todos os cães fugiram, os sinos pararam de tocar faz um bom tempo.
- Pararam?!... É, tem razão, vamos descer.

Morty desceu descontrolado pelas escadas, sendo seguido por um Eusine que se esforçava para segurar os risos. Ao chegar lá em baixo, avistou Ibuky correndo na direção da torre.

- Ibuky! – o rapaz a segurou pelos ombros – Você está viva!
- Você também tá vivo! – a garota retribuiu o sorriso abobalhado do rapaz com um mais abobalhado ainda.
- Hm, Ibuky~... – Uma voz feminina irrompeu atrás de Ibuky.
- Calma, é só o líder do ginásio de Ecruteak. Aliás, Eusine e Morty, esta é Miki, uma amiga que iniciou jornada junto comigo, mas acabamos nos separamos por interesses diferentes.

Os rapazes olharam de uma para outra, eram um contraste cômico: Em quanto Ibuky não passava da altura do queixo de Morty, tinha cabelos castanhos e um ar de quem não dormia fazia 5 anos; Miki era maior do que Euzine, tinha cabelos alaranjados e parecia ser a pessoa mais feliz do mundo só pelo excesso de rosa que tinha nas roupas.

- Muito prazer – Miki se abaixou brevemente – E aí, não vão me agradecer por ter salvo vocês dos cães?

Ibuky



Mensagens: 94
Data de inscrição: 08/08/2009
Idade: 19
Localização: Enju Machi

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Rafael Arceus em Qui 2 Fev - 20:54

Hmm, salvo vocês dos cães... Quer dizer que era ela por trás da fuga do trio lendário... Elementar caro Wilsom qqqqqqqq
Ótimo capítulo como sempre Ibuky, uma pena eles terem fugido antes da batalha acabar, gostaria de saber se seriam derrotados c____c
Nway, parabéns e esperando ansiosamente o próximo cap õ/

Rafael Arceus



Mensagens: 1389
Data de inscrição: 28/10/2009
Idade: 13
Localização: Ouro Fino - MG

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Lenda de Ho-oh

Mensagem por Mr. Evil em Ter 14 Fev - 2:42

Opa, gostei do cap õ/
Ah, achei que fossem ser capturados, sl uhasuash
e que com eles fossem ser levados ao ho-oh u_u kkk
Ah e ótimo ~climax~, paira a duvida no ar kk
No aguardo õ/

Mr. Evil



Mensagens: 1017
Data de inscrição: 04/08/2010
Idade: 17
Localização: Grajaú, Rio de Janeiro, RJ

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum